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O discurso do medo

A estratégia discursiva do medo consiste em apresentar qualquer problema na forma de uma grande crise social, cuja única solução é aquela apresentada pelo enunciador e qualquer outra é considerada incapaz de resolver o problema.

 

 
     

 

O discurso do medo e da pregação do caos é a sagacidade típica da formação discursiva conservadora e radical, cujo propósito é conseguir o apoio dos interlocutores, mas sustentando a posição autoritária e mantendo a hierarquia do comandante sobre os comandados.

Ela é encontrada em vários gêneros discursivos como político, religioso, filosófico e midiático. As instâncias enunciativas que fazem uso dessas extragema ficam sempre alerta para aproveitar qualquer evento, fato ou fala para denunciar uma situação de ameaça capaz de gerar uma convulsão social.

Verifica-se o uso dessa estratégia nas constantes afirmações, no governo JK, quando governador de Minas. Estaria o Estado à beira do caos, alguns chegam a afirmar que o governador encampa o crime (DA, 10/4/51, p. 5) e ao mesmo tempo, proclamam que a desordem é o “pior dos males” (DA, 17/4/51, p. 4).

E no auge do denuncianismo afirmavam o modelo populista de JK, mas eram moderados, diria educados. Aliás, a UDN mineira era culta, em que pese sua forma acadêmica de atuar achando que eram descendentes dos filósofos gregos. Mas eram ruins de votos.

E assim justificavam:

“O senhor Juscelino K. de Oliveira é um homem inteligente e culto que pode prestar ao seu Estado e ao seu País serviços inestimável; basta que modere a urgência e o ímpeto com que alça os olhos a cumes mais altos; basta que pense antes de agir e que aos conselhos dos áulicos pondere e reflita; basta que use, em bem do interesse coletivo, as reservas de patriotismo que há de encontrar no peito. E que pense menos em servir-se do que em servir a Minas e ao Brasil”.

Hoje no Brasil até o vestido vermelho da presidente da República é motivo de denúncia. Ao contrário do passado, a linguagem do momento não recorda o linguajar culto.

Não sabem ou esquecem a oposição do fiel propósito de apresentar à Nação uma melhor forma de resolver os conflitos. Mas não sabem como começar, são ineptos: bom para presidente.

Não gostam dela, pronto! Não gostavam de Juscelino.

Qualquer semelhança não será mera coincidência.

 
 
 
 

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Celso Eustáquio Avelar é engenheiro civil em São José dos Campos, SP - ceavelar57@hotmail.co

 
   
 
 
                             
                                                 
                       
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